A epifania deu-se durante um Big Brother Brasil, este ano. Pedro Bial perguntara (adoro verbos no mais-que-perfeito!) a Dimmi César, aquele que era (e ainda é) drag queen na náite, se ele (Dimmi) gostava de usar salto alto.

Diante da resposta mais que afirmativa, Bial perguntou-lhe ainda se ele já teve que usar sapatos de salto num tamanho menor que o pé dele. Diante de outra resposta afirmativa, Bial perguntou:

– Mas como você faz pra usar um sapato dois números menor que o seu pé?
– Ah, Bial, eu passo óleo e acredito!

Minha mente fervilhou nessa hora (eu penso durante o Big Brother, fazer o quê? Jamais consegui dar férias a meus neurônios… quando eles não estão trabalhando, estão pensando em besteira pra relaxar…). Mas eu falava do fervilhamento dos meus neurônios.

Logo de cara me apaixonei pelo lado positivo dessa expressão que incentiva os ouvintes a superarem e até mesmo curtirem a adversidade. O melhor é que essa expressão foge ao já batido se a vida te dá um limão, faça uma limonada. Quer dizer, se você tiver que usar um sapato apertado pra ficar bonita, passa óleo e acredita.

Mas mais que imediatamente percebi o lado ectoplasma suíno (espírito de porco) dessa expressão. Passa óleo e acredita: Puxa vida, que belo nome pra um blog sobre política!

Daí que eu num me guento aqui. Tive que criar esse blog, viu?
Tava meique começando a encher meu caldeirão de assuntos relacionados a política, e não quero fazer isso. Lá não é lugar pra esse tipo de assunto. Deixemos o caldeirão pra defender o vernáculo.

Isto posto, botei abaixo esta blogosfera tupiniquim e nada de encontrar um blog capaz de se divertir com política de forma apartidária. Sim, é essa a idéia aqui, e eu vou queimar muito neurônio pra botá-la em prática!

Não vou defender este ou aquele candidato a nada. Se você pensar direitinho, são todos indefensáveis de uma forma ou de outra. Por outro lado, não vou fazer nenhuma publicação raivosa, odienta ou preconceituosa.

Vou me esforçar ao máximo para mostrar que é possível, sim, se interessar por política sme jogar tudo num mesmo saco de gatos ou generalizar a coisa.

Quer ver um exemplo? Alguém aqui já parou pra calcular quantos litros de botox os candidatos ao governo de São Paulo totalizam? Será que isso vai afetar os votos? Não, não tô dizendo que eleitor pode ou não gostar de votar em gente botocada, minha preocupação é se o botox tem alguma composição química que altere o código-fonte da urna eletrônica de forma a privilegiar (eufemismo para fraudar) a eleição em prol deste ou daquele?

Enfim, são coisas com esse nível de relevância eu espero trazer aqui pra estas bandas.

Se você quiser leituras pesadas, acusativas, cheias de ódio e preconceito, corra atrás de blogs partidários – para a esquerda e para a direita tem opções a dar com o pau. E eu não vou listar nenhum deles aqui.

Agora, se você quiser uma leitura leve, descompromissada mas que, no final das contas, te ajude a pensar coisas mais sérias por conta própria (porque quem te diz o que pensar não sou eu, mas a ___* imprensa brasileira), então aqui é o seu lugar. Venha leve, divirta-se e traga apenas leveza prá cá. E, se tiver alguma besteira nazidéia que queira compartilhar conosco, fique à vontade.

Chamei um dileto amigo pra me ajudar nesta empreitada. Como ele ainda não decidiu o codinome dele (ou decidiu e eu não me lembro, porque quando ele comentou comigo eu tava tomando vinho porque também sou filha de Deus), … ih! que que eu tava falando? Ah, sim! depois eu conto qual o codinome dele.

Pronto! Ele já me falou! O codinome dele é Zé McLuhan.

(___* = preencha a lacuna com os adjetivos grande ou pequena, a seu gosto. Interatividade, a gente se vê por aqui! 😀 )

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