Que me perdoem os assessores políticos dos mais diversos candidatos, bem como os assim chamados “coordenadores de mídias sociais”, mas eu não posso deixar de criticar o notório amadorismo que os internautas têm presenciado todos os dias em seus computadores. Seja por meio do mais ultrapassado e condenável spam, do qual todos os partidos políticos sempre abusaram, seja por meio dos irritantes scripts de seguidores no twitter, sua excelência, o eleitor é continuamente perturbado, como se isso fosse uma obrigação cívica.

Caros marketeiros, nós – o povo, aqui representado por um dentre tantos internautas, não temos a obrigação de aturar políticos batendo boca na timeline do twitter, como se viu, por exemplo, na escolha de Índio da Costa para vice na chapa de José Serra. Roberto Jefferson, Ronaldo Caiado e César Maia deram no twitter uma verdadeira aula do que não deve ser feito numa rede social por uma pessoa pública. Algo que deveria ser evitado a todo custo por um assessor que recebe para orientar um candidato em seu relacionamento com o eleitor.

Caso contrário, é lícito acreditar que publicitários estejam sendo pagos para utilizar scripts de seguidores, enviar spams, criar declarações bisonhas que são repetidas por candidatos em entrevistas, e ainda comandar grupos de trolls na web. Toda uma sorte de vexames protagonizados diariamente na internet, e que incomodam justamente aquele que deveria ser conquistado, o eleitor.

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