As eleições de 2010, quando forem analisadas pelos historiadores e sociólogos daqui a alguns anos, irão fazer por merecer um capítulo à parte para as expressões absolutamente singulares criadas pelos candidatos em momentos de absoluta falta de inspiração.
Nesse quesito, nosso herói José Serra tem se mostrado absolutamente imbatível. É capaz de trafegar com absoluta facilidade do já conhecido trololó petista – algo que só ele leva a sério no universo político nacional – a pérolas como corporativismo bolchevista, que chegam a exigir tecla SAP do mais fervoroso militante tucano.
O vice Índio atingiu com facilidade o posto de maior fonte de bobagens da campanha. Um exemplo foi postado no vídeo abaixo. Em menos de um mês conseguiu a proeza de não ser levado a sério sequer pelos aliados.
Mais compreensível é a pororoca, expressão com a qual Marina Silva definiu o crescimento de sua candidatura, comparando os números que insistem em patinar nos 8%, a um encontro de águas.
No entanto, alguém se esqueceu de avisar à candidata que os eleitores do sul/sudeste não são familiarizados com tal expressão e a campanha exige que a comunicação com o povo seja fácil e imediata.
Dilma Roussef, por enquanto, tem sido econômica até mesmo nas suas aparições em público, se limitando a uma fala que possui um script cuidadosamente predeterminado. Ainda assim, soltou em São José dos Campos um funhanhado que deixou muita gente… funhanhada com a história.
O título de grande comunicador da campanha petista permanece nas mãos de Lizinácio, aquele presidente com 85% de popularidade. Que, quando vai falar sobre algo que não domina, lança mão das famosas metáforas futebolísticas que todos, sem exceção, entendem e que deveriam ser um exemplo para aqueles que pretendem sucedê-lo.
Isso poupa o eleitor de, num esforço supremo de boa vontade, procurar o dicionário mais próximo ou até mesmo o Google, na esperança de entender o que o seu candidato quis dizer quando abriu a boca e soltou um corporativismo bolchevista, por exemplo.
Anúncios