Quando avaliados como um todo, a maioria dos artigos escritos até agora sobre as eleições têm abordado de maneira diferente mas, com uma constância preocupante, as falhas de comunicação dos diversos candidatos. Não por acaso – e já faz tempo, é exatamente na comunicação com o eleitor que os partidos investem mais dinheiro contratando os profissionais mais caros. Daí ser particularmente interessante a análise de tantos erros em tão curto espaço de tempo, cometidos por pessoas, pelo menos em tese, tão preparadas.

Para não nos limitarmos a Dilma Roussef, José Serra e ao ViceÍndio, o maior produtor de manchetes negativas por minuto até o momento, vamos citar um fato veiculado hoje pelo site Terra. O candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul Beto Albuquerque (pelo jeito, muito mal assessorado) entendeu que podia incomodar as pessoas no twitter por spam via mensagem direta. O que chama a atenção aqui é o extremo desconhecimento da mecânica da comunicação pelas redes sociais, e particularmente do universo do Twitter.

Como eu mesmo já disse aqui, presume-se que os profissionais contratados pelos políticos para orientá-los no trato com o público, seja em comício, seja em redes sociais, saibam o que estão fazendo quando tomam esse tipo de atitude. Mas fatos como o do candidato Beto Albuquerque, que usou um espaço criado única e exclusivamente para mensagens privadas para enviar 35 tweets rigorosamente iguais, me levam a imaginar alguém que não tem a menor noção sobre redes sociais orientando uma pessoa que tem ainda menos idéia do que se trata. E – o que é pior – recebendo muito bem prá fazer isso.

Aí vem a pergunta fatal: atos como esse se convertem em votos? Eu duvido.

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