Meu personal Jorge Bornhausen sempre late pra acabar com a raça dos mendigos e cães de rua. Tem como não amar?

Gente, vamos devagar com a empolgação, vamos?

Primeiro, deixa eu desenhar:

Lá pelos idos de 2005, durante o escândalo do mensalão, o Bento XVI dos demos (acabou de me vir à cabeça essa analogia. Sô malvada? 😉 ) disse que, graças ao quiproquó, estaremos livres dessa raça [petistas /esquerdistas /etcetcetc] pelos próximos 30 anos.Veio 2010 e o candidato deles está afundando mais rápido que o Titanic, mas deixa isso prá lá.

Me lembro muito bem dessa frase porque eu cito ela pro Zé (cuja imagem ilustra este post) toda vez que ele encontra um cachorrinho de rua ou um mendigo. Tirei meu cão vira-lata das ruas e dei a ele casa, comida, um cantinho seco e quentinho pra dormir, veterinário, vacinas, higiene e limpeza… sabe aquela mega-sena hiperacumulada que sai pra um só ganhador? Pois é, o Zé foi o ganhador ao equivalente canino dessa mega-sena acumulada: virou meu bichinho de estimação! \o/

Daí que toda vez que o Zé vê outro cachorro de rua ou mesmo um mendigo, ele fica tão desesperado pra atacar que é uma coisa. Eu o entendo: na verdade, ele está tão bem com o que ganhou de mim que quer garantir que não vai ter que dividir essas benesses com ninguém. Se alguém ameaçar essa hegemonia dele, ele morre de ciúmes.

Nessas horas eu chamo o Zé de Jorge Bornhausen. Passa um mendigo, o Zé late e eu: “Quieto, Jorge Bornhausen! Cê num vai conseguir nunca acabar com essa raça nem em 30 anos nem nunca! Comporte-se!”

Eis que Lizinácio abre a boca e diz que precisamos extirpar o DEM da política brasileira. E galera na Internet resolve levar a sério.

Gente, menos. Bem menos. Quase nada. Vou desenhar:

Lizinácio disse isso daí, mas quis dizer algo do tipo: ” Nhóóóó, Bornhausen, você quis acabar comigo mas não conseguiu! Eu é que tô acabando contigo, e no jogo limpo! quaquaqua! Inveje-me!”

O Bento XVI dos Demos ou entendeu e ficou fulo dazidéia ou não entendeu porque não tem inteligência suficiente para isso. Aposto na primeira opção. Com empate técnico, mas aposto.

Mas isso não significa que a gente tem mais é que rezar para que os Demos não continuem na política brasileira. Gente, eles são sujinhos mas são nossos, ora… representam, sim, uma parcela da população brasileira. Uma parcela lamentável e infeliz, mas que existe, oras! Por que eles haveriam de sumir do cenário político nacional e os petistas/esquerdistas / [insira aqui a sua classificação preferida para referir-se ao time de Lizinácio] não? Ora, a democracia que venta aqui não venta lá, não?!?!?!?!!? Onde diabos a gente vai enfiar o Jair Bolsonaro, gente?!?!?!?!

Tem um episódio de Lazytown (tenham filhos e sejam reféns do Discovery Kids pra entender do que eu estou falando) um gênio da lâmpada oferece à população da cidade a chance de sumir do mapa com o vilão local, o Johnny Rotten. Mas eles escolhem por não sumir com o Johnny. Ele é um chato, mas é o NOSSO chato. Deixa ele aqui porque a gente gosta dele do jeito que ele é, diz um dos moradores.

Tá bom, tem gente que não gosta do DEM do jeito que ele é, mas né?

É algo como nego desejar que o [insira aqui o time de futebol que você mais odeia] caia para a segunda (terceira, quarta, quinta…) divisão. Gente, e como é que fica a nossa alegria de derrotar esse time na nossa divisão? (modo Poliana ligado) Pense assim, e até o PFL fica mais bonitinho aos seus olhos… (/modo Poliana desligado).

(além do quê, o DEM vai ficar dest’amanico em 4/10, liguem não…)

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