Daí vem o Maurício Ricardo e lê meus pensamentos! Amo esse menino! \o/

Se você ainda não entendeu quequetácontecendo neste país, vou tentar explicar de forma que até uma criança entenda.

Ela é a dona da urna bola rua. Sempre vestida de vermelho. Baixinha, briguenta, esquentada, encrenqueira. Mexeu com ela, tomou de volta.

Um de seus convivas não gosta dela. Não aceita o fato de ela ser a dona da urna bola rua. E faz de tudo para tomar o seu lugar. Carequinha, tem uns poucos fios de cabelo na cabeça. Acha-se o ser mais inteligente do mundo. Menospreza a capacidade da amiguinha de pensar, quiçá de existir. Sua vaidade excessiva leva-o a crer que ele é quem tem que ser o dono da rua lua. É, ele não cabe em si de vaidade. Tem que extrapolar todas as suas ânsias de poder. Mas sua amiguinha é unanimidade nacional, por vezes internacional. E aí, comofas?

Aí que o nosso amiguinho carequinha, intelectual que ele só, é um poço de idéias. Ele é capaz de elaborar inúmeros planos infalíveis que irão acabar com a hegemonia da baixinha golducha dentuça. Só que esses planos, invariavelmente, revelam-se verdadeiras idéias de jerico.

Ele executa inúmeros planos infalíveis. Sempre com o auxílio de um coleguinha sujinho, imundo. Que num sabe como executar direito o plano infalível do coleguinha. Na hora de apurar um escândalo, o tal do sujinho num se acerta em arranjar uma reportagem bem apurada. Deixa um monte de buraco na apuração, faltam explicações convincentes, ou, então, o ser em quem ele confiou é um ex-presidiário.

Resultado: a amiguinha esquentada descobre a história e roda seu coelhinho. E, no último quadrinho, o amiguinho carequinha aparece ao lado do amigo sujinho, ambos com um olho roxo. E o plano infalível, vejam [com trocadilho] só, revelou-se, ao final dos quadrinhos, falível.

E aí, descrevi um roteiro básico de uma historinha da Mônica ou resumi o último mês de campanha eleitoral? Decida por si próprio.

(Mas me doeu demais comparar o Cascão com jornalistas inescrupulosos. Pô, o Cascão é sujinho mas é limpinho! E digno, sempre! Aê, Cascão, desculpa! eu adoro você!)

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