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Pra você morrer de inveja dos americanos

Não sou de me apegar a discursos. Mas este daqui me matou de inveja até o fundo da alma. Mas inveja, invejona, mesmo. Porque americano entende direitinho de democracia. Sabe quando é hora de brigar, pôr as garras de fora. Mas também sabe quando é hora de pegar o boné, enfiar o rabinho entre as pernas, reconhecer derrota e sair de campo.

John McCain deu uma aula magistral de como reconhecer a derrota com uma dignidade quase que assustadora.

Por isso eu copio aqui o discurso dele, e colo aí em cima o vídeo memorável.

Só pra que você pense bem e morra de inveja deles.

Porque essa dignidade infelizmente não é verde-amarela.

Vergonha dos nossos políticos.

E inveja negra dos americanos.

Mas, enfim, eis o discurso. Nas partes em destaque, a inveja n’alma juntou-se a um profundo arrepio que me percorreu toda a espinha:

Obrigado. Obrigado, meus amigos. Obrigado por virem aqui, nesta bela noite do Arizona.
Meus amigos, nós –nós chegamos ao fim de uma longa jornada. O povo americano falou, e falou claramente.
Há pouco, tive a honra de telefonar para o senador Barack Obama para parabenizá-lo.
Em uma disputa tão longa e difícil quanto foi a dessa campanha, o sucesso dele demanda meu respeito por sua habilidade e perseverança. Mas, que ele tenha obtido sucesso ao inspirar as esperanças de tantos milhões de americanos que acreditaram erroneamente que tinham pouco em jogo ou pouca influência na eleição de um presidente americano, é algo que admiro profundamente e o elogio por alcançar.
Esta é uma eleição histórica, e reconheço o significado especial que ela tem para os afro-americanos e para o orgulho todo especial, que deve ser deles nesta noite.
Sempre acreditei que os Estados Unidos oferecem oportunidades para todos os que são trabalhadores e que têm vontade de trabalhar. O senador Obama acredita nisso também.
Mas ambos reconhecemos que, embora tenhamos avançado muito desde as velhas injustiças que já mancharam a reputação de nosso país e negaram a alguns americanos as plenas benesses da cidadania americana, as lembranças delas ainda têm poder para machucar.
Um século atrás, o convite do presidente Theodore Roosevelt a Booker T. Washington para jantar na Casa Branca foi visto como um ultraje em muitos lugares.
A América está hoje a um mundo de distância do fanatismo cruel e apavorante daqueles tempos. Não há melhor prova disso do que a eleição de um afro-americano para a presidência dos Estados Unidos.
Que não haja razão agora para que qualquer americano deixe de celebrar sua cidadania nesta que é a maior nação da Terra.
O senador Obama alcançou um grande feito para si mesmo e para este país. Eu o aplaudo por isso, e ofereço a ele meus sinceros sentimentos, por sua avó não ter vivido para ver este dia. Embora nossa fé nos assegure que ela repousa na presença do Criador e está muito orgulhosa do bom homem que ela ajudou a criar.
O senador Obama e eu tivemos e discutimos sobre nossas diferenças, e ele prevaleceu. Sem dúvida muitas dessas diferenças permanecem.
Estes são tempos difíceis para o nosso país. E eu prometo a ele esta noite fazer tudo em meu poder para ajudá-lo a nos liderar através dos muitos desafios que vamos encarar.
Peço a todos os americanos que me apoiaram que se juntem a mim não apenas para parabenizá-lo, mas para oferecer ao nosso próximo presidente nossa boa vontade e nossos esforços mais honestos para encontrar modos de nos unirmos a fim de efetuarmos os compromissos necessários para superar nossas diferenças e ajudar a restaurar nossa prosperidade, defender nossa segurança em um mundo perigoso, e deixar para nossos filhos e netos um país melhor e mais forte do que o que herdamos.
Sejam quais forem nossas diferenças, somos todos americanos. E por favor acreditem em mim quando digo que nenhuma ligação jamais significou mais para mim do que essa.
É natural. É natural, nesta noite, sentir algum desapontamento. Mas amanhã teremos de seguir adiante e trabalhar em conjunto para colocar nosso país em movimento de novo.
Lutamos –lutamos tão duro quanto pudemos. E embora tenhamos chegado perto, a falha foi minha, não de vocês.
Estou tão profundamente grato a todos vocês pela grande honra do seu apoio e por tudo que vocês fizeram por mim. Eu gostaria que o resultado tivesse sido diferente, meus amigos.
A estrada foi difícil desde o começo, mas o seu apoio e amizade nunca se abalaram. Não poderia expressar de modo adequado o quanto estou profundamente em débito com vocês.
Estou especialmente grato a minha mulher, Cindy, a meus filhos, a minha querida mãe e a toda a minha família, e aos muitos velhos e caros amigos que ficaram ao meu lado através dos muitos altos e baixos desta longa campanha.
Eu sempre fui um homem de sorte, e muito mais ainda pelo amor e encorajamento que vocês me deram.
Vocês sabem, campanhas freqüentemente são mais duras para a família do candidato do que para o candidato, e isso foi verdadeiro nessa campanha.
Tudo que posso oferecer para compensar é meu amor e gratidão e a promessa de anos mais pacíficos à frente.
Também estou –também estou, é claro, muito grato à governadora Sarah Palin, uma das melhores companheiras de campanha que já vi, e uma voz nova e impressionante em nosso partido por reforma e pelos princípios que sempre foram nossa maior força, a seu marido Todd e a seus cinco lindos filhos por sua incansável dedicação à nossa causa, e à coragem e graça que mostraram nos percalços de uma campanha presidencial.
Podemos todos esperar com grande interesse por seus próximos serviços no Alasca, no Partido Republicano e em nosso país.
A todos os meus companheiros de campanha, de Rick Davis e Steve Schmidt e Mark Salter até o último voluntário que lutou dura e bravamente, mês após mês, no que às vezes pareceu a mais disputada campanha nos tempos modernos, muito obrigado. Uma eleição perdida nunca vai significar mais para mim do que o privilégio de sua fé e amizade.
Eu não sei –eu não sei o que mais eu poderia ter feito para tentar vencer essa eleição. Deixarei isso a outros para determinar. Todo candidato comete erros, e tenho certeza de que cometi minha parcela deles. Mas não vou gastar um minuto do futuro lamentando o que poderia ter sido.
Essa campanha foi e vai permanecer como a grande honra da minha vida, e meu coração está cheio de nada menos que gratidão pela experiência e pelo povo americano por me conceder uma oportunidade justa antes de decidir que o senador Obama e meu velho amigo, o senador Joe Biden, deveriam ter a honra de nos liderar pelos próximos quatro anos.
Eu não seria –eu não seria um americano digno desse nome se lamentasse um destino que me permitiu ter o privilégio extraordinário de servir a esse país por meio século.
Hoje, fui um candidato ao posto mais alto do país que amo tanto. E esta noite permaneço um servo. Isso é benção suficiente para qualquer um, e eu agradeço ao povo do Arizona por isso.
Esta noite –esta noite, mais do que em qualquer outra noite, tenho em meu coração nada mais que amor por esse país e por todos os seus cidadãos, tenham apoiado a mim ou ao senador Obama.
Desejo boa sorte ao homem que foi meu oponente e será meu presidente. E peço a todos os americanos, como fiz freqüentemente nesta campanha, que não se desesperem diante das atuais dificuldades, mas que acreditem, sempre, na promessa e na grandeza dos Estados Unidos, porque nada é inevitável aqui.
Americanos nunca desistem. Americanos nunca se rendem.
Nunca nos escondemos da história. Nós fazemos história.
Obrigado, e Deus os abençoe, e Deus abençoe os Estados Unidos. Obrigado a todos.
Agora, compare com o daí de baixo (#vergonhaalheia)

Debate com Weslian ♥ e o… ah, aquele cara que vai vencer! \o/

de que importa o nome dele?

O importante é que vai ser tudo muito severamente! :o) \o/

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Legendas

Gente, na boua: a noção está chamando! Quem vai dizer presente?

Vamos imaginar o seguinte: você está reunindo uma organização criminosa. Vamos chamar de criminosa porque essa organização está sendo organizada e passando por um terrível pleonasmo em pleno século XXI.

Mas você tava formando uma quadrilha.

Daí, tem uma zifia lá que quer porque quer fazer parte da sua quadrilha. Só que ela tem 7 graus de miopia (9? 11? 13? 15? Ah, fundo de garrafa e pronto!). E não dá pra operar (OK, hoje em dia dá pra operar, mas colabora com a minha teoria, num opera a miopia da zifia!).

Com base nessas informações, responda rápido. Como você aproveitaria a zifia em questão na sua quadrilha?

– Para servir cafezinho

– Para pensar e tergiversar

– Para administrar coisas burocráticas (tipos: cadê o telefone do fornecedor colombiano de armas ?)

– Para dirigir, portar armas e atirar

Se você apostou em todas as alternativas acima menos a última, meus parabéns! você tem o meu voto para chefe de quadrilha! Estou à cata de pessoas com um mínimo de noção existencial, e pelo visto você tem!

Ponto parágrafo.

Se você não excluiu a última opção, por favor, não continue a ler este texto. Você (quer dizer, você não, eu) vai perceber como faz falta a noção que você não tem pra entender o texto que segue.

Enfim, excluídos os sem-noção da leitura, sou só eu que acho ridículo nego acusando a Dilma de ser assassina, de ter pego em armas e de ter dirigido e protagonizado um terrível acidente em que foram abduzidos cinco dinossauros, mais quatro extraterrestres que perderam seus tentáculos etc, etc, etc e etecétera?

Gente, ela tinha miopia! QUATRO OLHOS! ÓCULOS FUNDO DE GARRAFAAAAA!

Ninguém em sã consciência botaria uma porra-louca zarolha pra sair atirando a esmo, né?

É por isso que eu venho convidar meus diletos leitores a me irritarem com esses clichês repugnantes e aplicarem um novo olhar e descobrirem um novo conceito (AAAAAAAAAAARRRRRGHHHHHHH!) sobre as legendas de fotos.

Porque se:

Terrorista, assassina, portadora de armas, domadora de dinossauros e abdutora de extraterrestres e congêneres

Então:

Garboso galã de cinema de fama internacional

e…

Picanha na brasa

Marina, ou a arte do muito antes pelo contrário

Existe alguma novidade no fato de Marina Silva falar de meio ambiente? Se você tivesse o privilégio de assessorar a candidata à presidência pelo PV aconselharia, em sã consciência, a insistência na tese do “governo baseado em políticas auto-sustentáveis?” Como telespectador da entrevista da presidenciável na rede Globo, por acaso escutou alguma afirmação da candidata que se afastasse, ainda que um pouco, dessa fala que já virou sua marca registrada?

Este escriba, infelizmente, só consegue enxergar o mais do mesmo na fala da ex-ministra. Ainda que o tema do meio ambiente aliado às políticas de governo esteja na ordem do dia em 2010, como eleitor, eu espero que um candidato que pretenda sentar-se na cadeira ocupada hoje por Lizinácio tenha mais a oferecer do que uma plataforma segmentada. A defesa das florestas, do verde e de assuntos correlatos  fica muito bem numa ministra, mas de um presidente exige-se muito mais do que isso.

Nas poucas vezes que os entrevistadores do JN sugeriram pautas diversificadas a Marina, a candidata fez o favor de  agraciar o telespectador com nada menos do que a recondução do tema aos trilhos do meio ambiente. Isso pode agradar muito aos xiitas da ecologia e aos fãs de primeira hora de Marina Silva, mas decepciona a quem espera um pouco mais do mesmo dos atuais candidatos, especialmente daquela que, a princípio, despontava como a maior promessa dessas eleições.

Sobre os entrevistadores, pouco a dizer, a não ser que Bonner se enerva facilmente com a possibilidade da entrevista se perder em meio a falas muito extensas ou raciocínios mal desenvolvidos, ainda mais por políticos que associam o nervosismo da candidatura com a falta de argumentos, algo muito mais comum do que a maioria dos eleitores imagina.

Nota da Madrasta do Texto Ruim: Inovação vai ser quando a Marina disser que o governo dela vai promover o “bem estar bem”. Pronto. Piadinha. Passou.

Live blogging do debate da Band

Tá funcionando. Mas tá com plaquinha de já volto. Ou seja: voltamos às 21:45. Zé McLuhan, avisaê se você recebeu o convite pra participar!!!

Além dos dois uber-editores todo-poderosos deste madeirístico blog de política (eu e Zé), o Live Blogging de daqui a pouco também contará com a singela participação do dileto Caipira Zé do Mer, do Imprença, e do misterioso Stanley Burburinho, ectoplasma de carteirinha (não vou me perguntar Quem é Stanley Burburinho? Isso é coisa do Paulo Henrique Amorim…)

Senhores, as regras são claras: sejamos leves, livres e soltos. divirtamo-nos com Dilma, Serra Marina, Plínio e companhia (vai mais alguém?)

Não vamos desrespeitar nem ser grosseiros com este ou aquele candidato. Deixemos que eles façam isso sozinhos. Além do quê, por lei eles podem, e a gente não… 😉

Comentários de participantes estão autorizados e abertos. Mas dêem provas de que os diletos participantes não merecem tamanha confiança, que eu abulo / abolo (faço bosta nenhuma de abolir porque este verbo é defectivo!) corto os privilégios. E juro hemorróidas pros engraçadinhos.

Enfim, sou moça sóbria e não consegui embebedar a interface do liveblogging aqui. E não reclamem, porque o trabalho que me deu pra criar esta janela de aplicativo foi tanto que eu já tô defendendo a idéia de que debate é que nem perfume francês: uma gota a cada quinze dias e não abuse!

Mas prá que que eu tava falando isso, deus do céu? Ah, sim! Clica no link aí embaixo e aceite que outra janela se abra em seu monitor.

Debate na band

Live Blogging do debate

Povos,

Eu, a Madrasta do Texto Ruim, e Zé McLuhan, uber-editores opinadores e pensadores aqui do Passa Óleo e Acredita, vamos fazer Live Blogging do debate da Bandeirantes, amanhã, a partir das 21:50.

E não se preocupem: se as coisas ficarem monótonas ou chatas lá nos estúdios da rua Radiantes nº 13 (endereço da Band, ameba!), a gente promete xingar o juiz no futebol da Globo! 😀